Colorida e espraiada. Assim é a sexta edição da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. Dividida em três espaços do centro da capital – Cais do Porto, Santander Cultural e Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) – a mostra encanta quem passa por lá. Seja pela beleza simplista de poesias expostas em paredes ao exagero com muitas réplicas em bonecos como na obra de Nelson Leirner, A Lot(e).
O evento, que começou no dia primeiro de setembro e vai até 18 de novembro, só na primeira semana recebeu mais de 25 mil visitantes entre alunos de escolas que vão em excursões, curiosos e apreciadores da boa arte. É bem verdade que uma Bienal realizada no Rio Grande do Sul sem a presença de nenhum gaúcho (é a primeira vez que isso ocorre) causa estranheza. Mas mesmo assim, o povo comparece diariamente aos complexos observando os trabalhos. O estudante Rodrigo Oliveira, de 28 anos, aproveitou a manhã chuvosa de domingo para conhecer a exposição desse ano: “Algumas obras não cativam, como os muitos vídeos espalhados, que não trazem uma mensagem clara de arte. Mas muitas chamam a atenção pelo colorido, ou pelo inusitado” afirma. Inusitada é a obra Never Endind Continuity Error, da americana Beth Campbell: nela uma série de banheiros, em seqüência são apresentados como se estivessem sido usados, sujos, com direito a chumaço de cabelo no chão e tudo: “É muito estranho, não sabia que isso era arte” diz a menina Melina Silveiro de nove anos, acompanhada da mãe.
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Detalhe de Never Ending Continuity Error
A 6ª Bienal do Mercosul conta com 67 artistas de mais de vinte países, com 350 obras. A mostra é gratuita e está distribuída em três exposições: no Cais do Porto, a Zona Franca, Conversas e Três Fronteiras são as representantes do local. No MARGS estão abrigadas as obras monográficas dos artistas Francisco Matto e Öyvind Fahlström, e no Santander Cultural, está a exposição monográfica do artista Jorge Machi.
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