Se você mora no mundo da lua, e não sabe nada sobre o Iron Maiden, confira toda a trajetória da banda:
Tudo começou em meados da década de 70, os jovens buscavam uma saída para a sobrecarga do sistema, e o escape veio na forma do Punk Rock, o lema do “do it yourself” . Era ter uma idéia e botar a mão na massa para realiza-la. Com isso, a música pesada, que tinha como patronos bandas como Led Zepellin, Black Sabbath, Deep Purple (meus senhores e mestres), estava totalmente obscurecida, apagada do cenário. Em 1971, Steve Harris comprou uma guitarra Copy Fender Telecaster, e começou a aprender a tocar o instrumento sozinho. Uma de suas primeiras composições, “Burning Ambition”, mais tarde viria a fazer parte do primeiro compacto do Iron Maiden, chamado “Running Free”.
O nome Iron Maiden veio de um filme chamado O Homem da máscara de Ferro (não o do remake com Leonardo Di Caprio, obviamente, e sim, o original) De 1975 a 78, o Iron lutava para manter uma formação de conjunto e íntegra. O grupo de Steve teve formações que chegavam a durar menos de uma semana. Por volta de 1978, a coisa estava fixa mais ou menos da seguinte forma: Steve Harris no baixo, Dave Murray na guitarra, Paul Di’Anno nos vocais e Doug Sampson na bateria, que gravaram as músicas: “Prowler”, “Invasion” e “Iron Maiden”.
Isso resultou, poucos meses mais tarde, no lançamento do lendário “The SoundHouse Tapes” (se alguém tiver um sobrando, entregue para o Papai Noel e me dê de Natal), um single que vendeu três mil cópias em menos de um mês. É bom salientar que a boa vendagem foi feita graças a um boca a boca entre os fãs, pois na época nenhum órgão de imprensa se envolveu com a divulgação do trabalho dos rapazes. Mas, com toda esta cena acontecendo, a imprensa musical não tardou a batizar esse acontecimento em um novo movimento, que levou o nome de NWOBHM (citada anteriormente aqui)…
Em dezembro de 1979, o Iron Maiden assinava finalmente o primeiro contrato com a gravadora inglesa EMI. Pouco tempo mais tarde, a banda lançou o compacto Running Free , que lançou muita polêmica, pois tinha o mascote Eddie “aniquilando” a dita “Donzela de Ferro” em pessoa, Margareth Tatcher.
o dia 2 de Fevereiro de 1981 saía o segundo disco: Killers. O álbum vendeu mais de um milhão de cópias no mundo inteiro. Ao final da turnê de Killers, Paul Di’anno pula fora do grupo. Os motivos : drogas. A escolha de Bruce Dickinson para substituir Paul não foi de agrado de todos os fãs da banda. Bruce tem uma voz melódica, e possuía uma postura menos radical. Porém o tempo provou que Steve e banda estavam certos na escolha.
The Number of the Beast provavelmente é o álbum que mais marcou a carreira do Maiden. A aceitação foi geral, o álbum foi um sucesso enorme de vendas, a turnê foi gigantesca. Mais de um milhão de pessoas ao redor do mundo puderam assistir a uma banda furiosa, perfeita, objetiva e veloz. Ao final da turnê, com 180 shows, The Number… tinha vendido mais de dois milhões de cópias. Um sucesso até então inédito para uma banda tão pesada como o Iron Maiden. Confira o vídeo dessa música antológica:
Mas, Clive Burr resolveu sair, alegando motivos familiares. Sem demora, e sem deixar a peteca cair, o grupo chama para o posto o hipercompetente Nicko McBrain.
A rejeição inicial que os fãs tiveram com o novo vocalista foi por água abaixo. Em 3/9/84 é lançado Powerslave, um dos álbums mais completos de toda a discografia da banda, que trouxe ao mundo uma das maiores turnês de rock, The World Slavery Tour, que durou de 1984 até o final de 1985. Um ciclo de mais de 300 apresentações em 28 países com um palco simplesmente inacreditável. Como resultado da turnê, o grupo lançou um álbum duplo ao vivo qualificado somente como excepcional: Live After Death.
O Iron entra novamente no estúdio com forças redobradas, para em 1986 lançarem Somewhere in Time, temas futuristas, e apresentando guitarras sintetizadas, de qualidade suprema. Em 1988 é a vez de Seventh Son of a Seventh Son, outro disco forte. Foi muito criticado na época por ser um álbum mais conceitual, aproximando-se do rock progressivo, porém a essência é puro Metal!
Seventh Son of a Seventh Son trouxe, com todas as glórias, um problema para Steve Harris: a saída de Adrian Smith. Ele decidiu deixar o grupo alegando diferenças musicais. A idéia do guitarrista era fazer um som um pouco mais leve, mais comercial. Para completar a vaga veio Janick Gers, que tinha gravado o primeiro álbum solo de Bruce Dickinson, Tatooed Millionare.
Em maio de 1992, aconteceu o lançamento de Fear of the Dark, provando que o grupo ainda tinha muita lenha pra queimar. Basta ouvir “Be Quick or Be Dead” e a faixa título; para notar que o Maiden renasceu, muito mais poderoso. Provou que estava vivo. O resultado desta turnê foi o lançamento de dois álbuns ao vivo: “A Real Live One e A Real Dead One”.
Com a saída repentina de Bruce Dickinson, entra Blaze Bayley, vocalista fraquinho que tentou substituir Bruce de maneira quase profana. Depois de alguns problemas com um acidente de moto que sofreu, Blaze entra no estúdio com o Iron para gravar o novo disco X-Factor. Mais uma vez a rejeição inicial por parte dos fãs se fez sentir. Blaze tem um estilo totalmente diferente do de Bruce, ele canta mais grave, sem utilizar muitos recursos como Bruce fazia.
Bruce retornou felizmente para ocupar o posto de frontman da banda mais conhecida do gênero, mas a
verdade é uma só; todos os que passaram pelo Iron Maiden, o mascote Eddie, são idolatrados por uma legião sem precedentes. E que venham as àguas de março… Não sabe onde vai ser o show em Porto alegre?
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1 Comentário
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vc sa me falar q tipo de tenis é esse q o Bruce sempe usava nos shwos…pq eu ja procureii
em muitos lugares mas nunca axei…